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5G terá jogos em nuvem e experiências imersivas no Brasil

5G nuvem

Para Bruno Matosinhos, CEO e fundador da ENX, uma ISP e um servidor de games, a rede de 5G vai permitir o cloud e o streaming gaming. Ou seja, os jogos que estão em uma nuvem, poderão ser reproduzidos em qualquer tela, algo que democratizará o acesso das pessoas aos jogos, uma vez que alguns insumos para gamers, como com as placas de vídeo, podem custar R$ 10 mil. Na visão do fundador da empresa mineira, o cloud gaming acelerará o desenvolvimento dos jogos eletrônicos para dispositivos móveis.

Os jogos móveis poderiam ser melhores, mas há desafios de investimento e de potência gráfica. Com o 5G, os criadores vão poder investir em gráficos mais potentes no mobile. E com isso, vai aumentar o cenário competitivo de jogos mobile. A latência vai trazer vantagens enormes para esse contexto e ainda pode baratear o custo dos games”, explica.

Segundo Yamin Rodrigues, game producer no Sidia Instituto de Tecnologia, a chegada do 5G e sua latência ajudará os estúdios e criadores de games a melhorar o tempo de resposta, ao ponto de ter jogos mais fluidos para o consumidor. A executiva também vê a possibilidade da dinâmica de mercado mudar com mais pessoas produzindo mais jogos com uma produção mais voltada aos jogos em nuvem, o cloud gaming.

“Se desenvolvermos um jogo, hoje precisamos fazer um para cada plataforma. Isso é muito complexo, ainda mais quando falamos de estúdios indies, de três a quatro pessoas. Mas quando falamos em desenvolver para Cloud, distribuir isso democraticamente, isso é bom para o gamer e para o usuário”, disse. “No início ainda veremos ajustes nos processos (de publicação de jogos), mas acredito que será mais acessível e vai melhorar o mercado como um todo. Se fizermos isso, toda a cadeia cresce: hardware, software, operadoras e consumidor”, completa.

Vantagens

Um relatório recente da Ericsson revelou que 58% dos usuários brasileiros que migram do 4G para o 5G passam a usar mais de três serviços digitais e imersivos por dia. Além de streaming de vídeo, assistir a concertos online e ouvir música em alta qualidade, outros serviços digitais se destacam. São eles:

– jogar com outros players, um aumento de 11 pontos percentuais, de 21% no 4G para 32% no 5G;
– jogar via plataforma de cloud gaming, um salto de 18 p.p.s, de 9% para 27%;
– assistir a streaming de eSports, incremento de 11 p.p.s, de 13% para 24%;
– usar apps de realidade aumentada, alta de 7 p.p.s, de 10% para 17%.

Edvaldo Santos, vice-presidente de pesquisa, desenvolvimento e inovação na Ericsson, acredita no potencial dos games no 5G, em especial por sua alta capacidade de rede com tráfego em gigabits por segundo, pela redução da carga processada nos dispositivos, mas principalmente por conta da baixa latência.

“A baixa latência é o tempo que leva entre o comando que o gamer dá para ele trafegar na rede e transformar a decisão em um dado. Com isso, a diferença ‘entre morrer e matar’ em um jogo é crucial. E quando você tem a rede 5G a oferecer as características especiais que ela tem, uma boa rede se torna um meio para vitórias”, explica.

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Originalmente publicado em Mobile Time

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