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Transformação digital na educação pública: quais são os maiores desafios?

A transformação digital na educação pública não é apenas necessária, mas emergencial.

O período de pandemia mostrou o enorme abismo que existe entre o ensino público e privado no país. As desigualdades, claro, já eram esperadas, mas a população, talvez, não conseguia mensurar o tamanho da disparidade.

Enquanto os alunos da rede privada já possuíam familiaridade com ferramentas tecnológicas e as escolas tinham à disposição uma estrutura adequada, a rede pública sofria com falta de itens básicos.

Naturalmente, o baixo investimento em educação, tecnologia e infraestrutura parece distanciar cada vez mais esses dois modelos. E, infelizmente, corroborar a desigualdade social, de aprendizado, de oportunidades etc..

Isso quer dizer que a transformação digital na educação pública nunca ocorrerá? Se houver um movimento conjunto da sociedade, dos educadores e do Governo, ela não só tem potencial para ocorrer, como pode ser muito mais ágil do que esperamos.

Vamos entender melhor como é o cenário da transformação digital na educação pública e quais ferramentas podem auxiliar nesse processo?

Por que a transformação digital na educação pública é tão importante?
A transformação digital na educação pública impacta diretamente no potencial educacional, criativo e mental dos alunos. Além, é claro, de colaborar com o compartilhamento de conhecimento, de informação e do material didático. A tecnologia também é essencial na área administrativa.

Alunos e colaboradores que possuem acesso às múltiplas ferramentas e possibilidades online podem evoluir não apenas intelectual, mas social e culturalmente. Ampliando, dessa forma, as noções de mundo e quebrando os limites territoriais.

Mas, como você deve imaginar, a transformação digital na educação pública enfrenta inúmeros obstáculos quando comparada com a rede privada. Vamos entender melhor essas questões?

Diferenças entre a transformação digital no ensino público X privado
Como mencionamos acima, as desigualdades entre a familiaridade e o potencial tecnológico do ensino público e do ensino privado se evidenciaram durante a pandemia. Mas, infelizmente, esse hiato não é atual.

Segundo o Censo Escolar, no período pré-pandemia, 85% das escolas particulares possuíam internet banda larga na educação infantil. Na rede municipal, no entanto, essa porcentagem cai para 52,7%.

As discrepâncias se mantêm no ensino médio.

Outro ponto importante a ser ressaltado é que grande parte das escolas públicas não possui uma infraestrutura básica. Enquanto as instituições privadas conseguem ter acesso a lousas digitais, projetores multimídia, computadores de mesa e portáteis, etc.

Esses itens, infelizmente, são ainda minoria no ensino público.

Principais desafios de implementar a transformação digital na educação pública
Como você deve ter notado acima, o abismo entre a transformação digital na educação pública e na educação privada é assustador. Na prática, o ensino público encontra muito mais desafios para implementar ferramentas tecnológicas que auxiliem no cotidiano escolar. Veja abaixo alguns deles.

Investimento
Não poderíamos começar com outro item que não fosse o investimento em educação. O Brasil já possui um histórico de déficit nesta área. Ainda que a porcentagem do PIB destinada à área (5,6%) esteja acima da média mundial (4,4%), o país estagnou e não aumentou os recursos investidos em educação durante a pandemia.

Segundo o relatório Education at a Glance 2021, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), 2 em cada 3 países analisados realizaram um aumento no investimento neste período.

Naturalmente, isso terá impactos extremamente negativos no médio e longo prazo, dificultando ainda mais a transformação digital no ensino público. O Brasil está entre os países que não aumentaram recursos para educação durante a pandemia.

Além, é claro, de aumentar a lacuna entre a estrutura da educação privada e da educação pública.

Lembrando que não basta um simples aumento do investimento na educação, é preciso focar em infraestrutura, pesquisa e desenvolvimento.

Desigualdade social
A desigualdade social é – e sempre foi – uma das maiores segregadoras do nosso país. Infelizmente, a população carente é cada vez maior e as oportunidades para esse grupo são cada vez mais restritas.

Naturalmente, esse é um obstáculo gerado por omissão no incentivo e na criação de políticas públicas para esse nicho da população. Como conseguimos notar pelos tópicos anteriores, há escassez de recursos na rede pública, que é majoritariamente formada pelas classes sociais menos abastadas.

A consequência direta disso é dificuldade não apenas em implantar a transformação digital, mas também em capacitar os profissionais e fornecer uma estrutura adequada para suportar essa transformação.

Desigualdade geográfica
Apesar da crescente popularização das ferramentas digitais, ainda existem localidades que não são atendidas. Isso, naturalmente, é mais um obstáculo para que a transformação digital ocorra de forma democrática, tanto no ensino público, quanto no privado.

Em um país com dimensões continentais, como é o caso do Brasil, realmente é mais complexo minimizar as desigualdades geográficas. Mas, novamente, trata-se de uma responsabilidade dos governos, que devem disponibilizar recursos para agilizar a democratização completa da oferta tecnológica.

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Originalmente publicado em Educador do Futuro

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