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Cloud é a plataforma da internet das coisas no espaço

Internet das coisas no espaço? Enquanto lidera o mercado global de computação em nuvem, a AWS já começou a criar um ambiente conectado no espaço e aposta no desenvolvimento de um ambiente de ampla integração entre diferentes satélites e demais objetos espaciais e estações terrenas. Como aponta o diretor global da área Aeroespacial da AWS, Clint Crosier, são os primeiros passos para uma internet das coisas do espaço.

“A tecnologia de nuvem provê uma plataforma comum que permite satélites, que normalmente não conversariam entre si, conversarem via cloud. Portanto a nuvem se torna a plataforma básica que permite conectar mais e mais capacidades espaciais, e começa a estabelecer o que vemos como uma internet das coisas do espaço, que vai nos garantir ainda mais conectividade global”, afirmou o executivo durante o AWS Public Sector Summit, que acontece em Washington, nos EUA, nesses 7 e 8 de junho.

“O espaço nos permite conectar coisas que não estavam conectadas. Mas um dos desafios é que os sistemas espaciais historicamente foram construídos de forma que um satélite só é capaz de se comunicar com uma estação terrena, um satélite não pode falar com outro. E havia razões para isso, especialmente em segurança, porque muito do espaço estava militarizado. Mas hoje, com tantas capacidades comerciais, é possível reconhecer que o futuro, assim como na Terra temos uma internet das coisas, de forma que quanto mais coisas conectadas, melhores são as capacidades. É o mesmo caso no espaço.”

Feitos da AWS

Clint Crosier acabou de voltar do Brasil, onde, em maio, firmou pela AWS uma ampliação do acordo entre a empresa e a Agência Espacial Brasileira, iniciado em fevereiro de 2022. Ele inclui iniciativas voltadas para o crescimento da indústria espacial brasileira, programas nacionais de pesquisa e desenvolvimento espacial, recursos de treinamento e impulsionamento de startups.

Durante o Summit em Washington, a AWS apresentou outro acordo ampliado focado no espaço, nesse caso com a startup japonesa Infostellar, justamente para uma plataforma que facilita a conectividade entre objetos espaciais que, como mencionado, não foram feitos para falarem entre si. Nesse caso, a Infostellar, que tem suas próprias estações terrenas, também se vale das 11 estações terrenas que a AWS tem ao redor do planeta, com foco em um ecossistema agnóstico para intercomunicação e compartilhamento de dados.

“É possível usar dados espaciais para fazer do mundo um lugar melhor. Por exemplo, monitorando baleias em risco de extinção na costa da Califórnia para alertar navios, suporte à agricultura na Austrália para ampliar a produtividade das safras, ou identificar do espaço onde a plantação não recebe água suficiente, erosão do solo, etc. Também o monitoramento e resposta a desastres, verificando áreas onde é possível enviar equipes durante a passagem de um furacão. Os meios de usar o espaço são extraordinários. Ou ainda as indústrias de entretenimento e telecomunicações, e muito mais, se beneficiam desse tipo de capacidade. E vamos ver isso cada vez mais ao usarmos mais e mais o espaço. E todas essas empresas precisam de operações com custo benefício para coletar esses dados”, completou Crosier.

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Originalmente publicado em Convergência Digital

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